
Há dias em que nada vale de nada, e tudo se torna um vasto e murcho mais ou menos que esconde todo o sentido em seguir em frente. Também há os dias em que o sentimento se aflora e qualquer mínimo acontecimento se torna um bicho de sete cabeças, jogando tudo em um abismo escuro e sombrio. Moro exatamente nesse ponto. Entre a rotina e o abismo. Entre o continuar da mesma forma chata e sem graça, ou me atirar no desconhecido. Eu sou o medo. Eu sou o nada.
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